segunda-feira, 22 de junho de 2009

Salmos 84

Eram cinco os instrumentos de sopro. Não soube identificá-los na hora.
Eram cinco os jovens homens que conduziam os instrumentos.
Era linda a música que tocaram,
Sua glória estava ali!
Senti a beleza do protestantismo, já há algum tempo que não a sentia.
Tudo estava tão lindo,
Harmônico, sereno,
Sua glória estava ali!
Lembrei de Beethoven,
Vi-me vestida de branco,
Um lindo rapaz tinha uma linda barba,
Sua glória estava ali!
Perdi-me entre colcheias e semifusas.
Num momento a melancolia ficou alegre,
A alegria ficou melancólica,
Sua glória estava ali! Ela passeava por aquele Templo.
Os assembleianos tomaram a palavra, tudo mudou de tom.
Sua glória continuava ali!
Pessoas de pele escura, roupas coloridas, pandeiros,
Na África me vi.
Quanta alegria encheu aquele Templo!
Pensei, na sua volta será assim:
Europeus, africanos, americanos,
Batistas, metodistas, assembleianos,
Negros, brancos, corais.
Meu coração vibrava de alegria,
Sua glória estava ali!
Estava nos bancos, nas paredes,
Nos instrumentos, nos lembretes,
No clamor, no ar.
Na barba do lindo rapaz,
Na Sua palavra, nos abraços,
Ela estava também nas lágrimas.
Aleluia! Sua glória estava ali!
Que bom que fui àquele lindo lugar!
Sua glória estava ali!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Solidão Real III

"Eles acham que não tenho espelho.
Sei que sou feia.
Uso e abuso do que está então sobre meu poder.
O sexo dos homens é apenas algo a mais que posso dominar.
Ora, sou Carlota Joaquina. Uma nobre. Que importa se deito com escravos?
Fujo do marasmo desse palacete gélido. Preciso de alguma diversão."

(Diário – 25 de Julho de 1825)

Solidão Real II

Quantas Margot existem por ai!
Saem às ruas em busca de amor.
Seriam elas prostitutas? Acho que não.
Qual o sentido de ter uma casa neste caso?
Não se trata de casa, se trata de lar e calor.
Pobre Margot! Ele não era puta, era?

Solidão Real I

"- Nenhuma mulher merece isso.
Ora bolas, mendigar atenção?!
Ainda mais se tratando da rainha do Egito.
Chamem todos, daremos uma festa.
Nada de tristeza e solidão.
Júlio César, quem ele pensa que é?”

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Brincando

Débora. Débora Rodrigues. Débora de Souza. Débora Rodrigues de Souza. Débora Rodrigues de Souza ? . Deré. Derézinha. Déb. DéboraDeb. Débinha. Déborazinha.

"Minha flor, como você está?"

Tempo Nublado

A culpa é tua, toda tua.
Se dissesses o que é,
Se ao menos dissesses o que não é;
Tudo poderia estar mais claro, menos confuso, menos nublado.
Haveria menos neblina.
A culpa é tua.
Grande besta és tu! Quão burro tu és!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Jeito de Mato - Paula Fernandes

De onde é que vem esses olhos tão tristes ?
Vem da campina de onde o sol se deita
Do regalo de terra que o teu dorso ajeita
E dorme serena, no sereno e sonha.

De onde é que salta essa voz tão risonha ?
A chuva que teima, mas o céu rejeita
Do mato, do medo, da perda tristonha
Mas, que o sol resgata, arde e deleita.

Há uma estrada de pedra que passa na fazenda
É teu destino, é tua senda
De onde nascem tuas canções
As tempestades do tempo que marcam tua história
Fogo que queima na memória e acende os corações.

Sim, dos teus pés na terra nascem flores
A tua voz macia aplaca as dores
E espalha as cores vivas pelo ar
Sim, dos teus olhos saem cachoeiras
Sete lagoas, mel e brincadeiras
Espuma, as ondas, águas do teu mar ...