terça-feira, 25 de maio de 2010
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso, e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela, nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
(Carlos Drummond de Andrade)
sábado, 17 de abril de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Horário de Verão
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Enredo Emocionante
Noite de Natal, estão todos fartos.
Se eu não insistir vão deitar sem escovar os dentes.
Já expliquei tudo o possível sobre o nascimento de Jesus.
Tento fazê-los não se ligar tanto nas luzes e na árvore de Natal enorme.
Vou eu de novo.
Permito que minha emoção conduza minha imaginação e entro no enredo. Convido – os a irem comigo, eles aceitam.
Maria assustada. Através do medo já imaginando as pedras batendo em seu corpo.
José assustado. Apaixonado e sem saber o que fazer.
Inveja, desejo de poder, ganância.
Esconderijos, fuga!!!!
Lama, poeira, soldados.
Deserto, camelos, garrafa de barro.
Jerusalém!Egito!
Maria, José, fome, pés sujos.
Cocô de vaca, palha, manjedoura e nenhum amigo com o casal.
Eis o salvador da humanidade queridos.
Deus se revela a humanidade através de um bebê Galileu.
Alegrem-se crianças! Jesus nasceu!
Davi, não precisa gritar tanto.
Sofia, não precisa também censurar seu irmão desse jeito.
Boa noite crianças. Peçam um presente a Ele esta noite.
Silêncio, conseguem ouvir seu choro? Mais um pouco de silêncio, se vocês se aquietarem vão ouvir.
Agora ele parou. Maria deve ter dado a ele o peito.
Ah, ali, José chegou com comida. Está perto do jumentinho.
Vou sair da sala, ai vocês pedem um presente ao bebê.
Ih, começou de novo. Estão ouvindo o choro?
Hoje vocês dormem aqui debaixo da árvore.
Boa noite!
domingo, 13 de dezembro de 2009
Verme
domingo, 15 de novembro de 2009
Ruptura
pelas gazelas e cervas do campo,
que não acordeis,
nem desperteis o amor,
até que este o queira."
Cântico dos Cânticos 2.7
